{"id":2354,"date":"2017-01-24T19:27:09","date_gmt":"2017-01-24T19:27:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.graphias.com.br\/novo\/?p=2354"},"modified":"2017-04-03T21:51:43","modified_gmt":"2017-04-03T21:51:43","slug":"35-3-tempos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/graphias.com.br\/novo\/35-3-tempos\/","title":{"rendered":"35 &#8211; 3 Tempos"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][layerslider_vc id=&#8221;68&#8243;][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1487962769205{margin-left: 50px !important;}&#8221;]\n<h2 style=\"text-align: center;\">Mostra 4 Tempos de Darel Valen\u00e7a Lins<\/h2>\n<p>Nesta mostra, que a Graphias faz de Darel, o recorte por mim executado circunscreve tr\u00eas conjuntos claramente diferenciados do trabalho do artista. Os conceitos propostos nesses conjuntos s\u00e3o claros, evidentes e conscientemente elaborados por ele.<br \/>\n1- As ilustra\u00e7\u00f5es Darel, como Marcello Grassmann, Aldemir Martins e outros da mesma gera\u00e7\u00e3o, esteve profundamente ligado \u00e0 ilustra\u00e7\u00e3o. Gravadores, a liga\u00e7\u00e3o deles com as artes editoriais foi uma jun\u00e7\u00e3o que poder\u00edamos chamar de natural. A segunda gera\u00e7\u00e3o de modernistas da literatura<br \/>\nencontrava sua contrapartida na gravura que a ilustrava.<br \/>\nDarel al\u00e9m de ilustrador foi tamb\u00e9m diretor t\u00e9cnico da Sociedade dos Cem Bibli\u00f3filos do Brasil.<br \/>\nFundada em 1943, a sociedade editou, entre 1943 e 1969, 23 obras de literatura brasileira, ilustradas por grandes nomes de nossas artes pl\u00e1sticas, das quais 16, entre 1953 e 1966, produzidas por Darel e duas, Mem\u00f3rias de um Sargento de Mil\u00edcias de Manuel Antonio de Almeida (1954) e Poranduba Amazonense de Jo\u00e3o Barbosa Rodrigues, (61) tamb\u00e9m por ele ilustradas.<br \/>\n2- As cidades Segundo afirmativa do artista, em sua primeira viagem \u00e0 Europa, a riqueza art\u00edstica de Roma, o impacto do passado greco-romano e a Renascen\u00e7a, dispon\u00edveis em cada colina, em cada igreja, mais as experi\u00eancias das vanguardas o deixaram embasbacado. Tudo estava feito. O que fazer?<br \/>\nO pulo Recife\/Roma, embora via Rio de Janeiro, foi traum\u00e1tico.<br \/>\nEm uma conversa com Morandi, com quem conviveu durante em sua perman\u00eancia na It\u00e1lia, Darel questionou: \u201cArte abstrata ou figurativa\u201d? Morandi respondeu a isso de maneira curiosa:<br \/>\n\u201cPrecisamos reencontrar a confian\u00e7a que perdemos na natureza\u201d. Aproximando-se de uma janela<br \/>\nDarel olhou para a paisagem enquadrada por ela e insistiu: \u201cNesta natureza que vemos\u201d?<br \/>\nRespondeu Morandi: \u201cN\u00e3o na que vemos, mas naquela que n\u00f3s cremos\u201d. Nasceu a\u00ed o olhar que a<br \/>\npartir dos anos sessenta do s\u00e9culo vinte criaria, na Espanha, a extensa s\u00e9rie de calcografias chamada de Cidades. As vistas, desenhadas por trama vigorosa, um entrecruzar de tra\u00e7os que as velam e desvelam, revelam para o embate abstrato versus figurativo uma sutil solu\u00e7\u00e3o.<br \/>\n3- As mulheres Aprendi litografia com Bacalhau (impressor, na primeira metade do s\u00e9culo XX, de r\u00f3tulos comerciais dos biscoitos Aimor\u00e9), diz Darel quando perguntado sobre sua inicia\u00e7\u00e3o nesta t\u00e9cnica.<br \/>\nApenas litografia em preto e branco, ressalta.<br \/>\nFoi com Ot\u00e1vio Pereira, impressor com experi\u00eancia na Gemini G.E.L. de Los \u00c2ngeles, nos anos sessenta no Rio de Janeiro e depois na Ymagos em S\u00e3o Paulo, que Darel retomou a litografia, incorporando o uso de cores.<br \/>\nMantendo seu peculiar grafismo litografa quase que exclusivamente mulheres. S\u00e3o litografias<br \/>\nde formato m\u00e9dio para grande, com mulheres nuas ou seminuas, flagradas em momentos de intimidade, numa tradi\u00e7\u00e3o que remonta a Cezanne em seu voyeurismo como em sua aproxima\u00e7\u00e3o com o corte fotogr\u00e1fico e incorpora elementos do PopArt .<br \/>\nO enquadre da cena ou da modelo \u00e9 feito de tal modo que, em algumas imagens, restam apenas fragmentos meton\u00edmicos, onde cores prim\u00e1rias, predominando o vermelho e o negro, criam um forte clima de tens\u00e3o.<br \/>\nS\u00e3o tr\u00eas aspectos, que nossa breve, por\u00e9m creio, interessante visada, traz do artista.<br \/>\nNori Figueiredo[\/vc_column_text][vc_column_text]Darel Valen\u00e7a Lins (Palmares PE 1934). Gravador, pintor, desenhista, ilustrador, professor. Aos 13 anos, trabalha como aprendiz de desenho de m\u00e1quinas na Usina de Catente, em Pernambuco. Entre 1941 e 1942, estuda na Escola de Belas Artes do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco, e atua como desenhista tip\u00f3grafo numa reparti\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Muda-se para o Rio de Janeiro em 1945. Em 1947 estuda gravura em metal com Henrique Oswald no Liceu de Artes e Of\u00edcios. Realiza a primeira individual em 1949, na Biblioteca Nacional. Desenha para v\u00e1rios peri\u00f3dicos, como a revista Manchete e o jornal \u00daltima Hora. Ilustra diversos livros, entre eles Mem\u00f3rias de um Sargento de Mil\u00edcias, de Manuel Ant\u00f4nio de Almeida; Porandubas Amazonenses, de Barbosa Rodrigues; Ang\u00fastia, de Graciliano Ramos, e Amos e Servos, de Dostoievsky. Leciona no Museu de Arte de S\u00e3o Paulo, na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e na Faculdade de Artes Pl\u00e1sticas da Funda\u00e7\u00e3o Armando \u00c1lvares Penteado, em S\u00e3o Paulo.<br \/>\nVai para a Europa com o pr\u00eamio viagem ao exterior, obtido no Sal\u00e3o Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1957. Entre 1968 e 1969, executa pain\u00e9is para o Pal\u00e1cio dos Arcos em Bras\u00edlia, e em 1979, para a IBM do Brasil, no Rio de Janeiro.<br \/>\nFonte: Ita\u00fa Cultural[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artista: Darel Valen\u00e7a Lins.<br \/>\nPer\u00edodo:  25\/02 a 05\/04\/2008. &#8230; <a class=\"cz_readmore\" href=\"https:\/\/graphias.com.br\/novo\/35-3-tempos\/\"><i class=\"fa fa-angle-right\" aria-hidden=\"true\"><\/i><span>Read More<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1517,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[534,537],"tags":[],"class_list":["post-2354","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-534","category-darel-valenca-lins"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/graphias.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2354","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/graphias.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/graphias.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/graphias.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/graphias.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2354"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/graphias.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2354\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3503,"href":"https:\/\/graphias.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2354\/revisions\/3503"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/graphias.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1517"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/graphias.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2354"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/graphias.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2354"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/graphias.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2354"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}